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CBTM - Confederacao Brasileira de Tenis de Mesa
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BATE-BOLA COM LINCON YASUDA


CBTM

O treinador da seleção feminina brasileira fala sobre os critérios de convocação e promete muita garra e disposição para os Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro.

 

CBTM: Quais os critérios que o levaram a escolher Mariany Nonaka e

Karin Sako para o Pan?

LINCON YASUDA: Conversei muito com a comissão técnica, procurei pesar diferentes aspectos para definir o meu critério de escolha, mas, as meninas sempre se mantiveram muito iguais em todos os itens. Expliquei para as três jogadoras, que a opção foi feita sobre o momento de cada jogadora, no ato da escolha. Foi o mesmo critério adotado para definir a equipe do latino americano em março. Hoje as duas atletas que estão passando por melhor fase hoje são Karin e Mariany.

 

CBTM: Temos notícias que a divulgação dos atletas foi muito complicada. Por mais que a comissão técnica seja profissional, dói muito ter que escolher titulares e reservas?

LINCON YASUDA: Sim. Principalmente, no caso desta equipe, porque foram quatro competições, cinco meses treinando juntos, acabamos criando um círculo de confiança e isso dificulta ainda mais o processo. Essa equipe é composta por vencedoras. A Lígia, a Mariany, a Karin, a Carina e também, gostaria de citar, a Claudinha (Ikeizumi), que ficou uma etapa antes, também, numa escolha dificílima. Optar por uma ou outra atleta desse grupo sempre será motivo para perder algumas boas noites de sono.

 

CBTM: Oito anos sem medalhas em Pan. Como reverter esta pressão sobre

as meninas para algo a favor delas?

LINCON YASUDA: Esse time já venceu três Latino Americanos seguidos e uma edição dos Jogos Sul Americanos. Precisamos nos manter confiantes em fazer sempre o nosso melhor. Quanto à pressão, elas precisam entender que quatro anos atrás era outro time, outra comissão, outro trabalho. Nós estamos começando a escrever a nossa história agora. Não importa se são quatro ou oito anos sem medalhas. Esse é um ônus que elas não têm de carregar. E se chegarmos ao pódio, será um resultado muito importante para o tênis de mesa feminino.

 

CBTM: Como você pretende trabalhar o psicológico de Lígia, Mariany e

Karin para jogar dentro de casa? Se existe a pressão da torcida contra

os adversários, existe a pressão dos resultados.

LINCON YASUDA: A torcida brasileira é movida por pura emoção. Se nossas meninas mostrarem sempre muita garra, muita luta, tenho certeza de que a torcida seguirá vibrando junta, mesmo nos momentos mais adversos.

 

CBTM: Antes do Mundial da Croácia houve um foco maior na preparação física e nas duplas. Como serão os treinamentos até o Pan?

LINCON YASUDA: Mudaremos um pouco a carga horária. Treinaremos alguns dias no sábado e passaremos a focalizar um pouco mais as nossas adversárias.

 

CBTM: As finais do tênis de mesa no Pan do Rio já estão esgotadas.

Podemos esperar a equipe feminina lá?

LINCON YASUDA: Podem esperar muita garra e disposição. Esse time já tem conseguido mudar um pouco a cara do tênis de mesa feminino. Sabemos que uma medalha no Pan será importante para a manutenção desse processo. Lutaremos muito para isso.

 

13/06/2007 - 13:18

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Atleta brasileira de tênis de mesa em ação

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