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O PRIMEIRO HERÓI DE BREMEN


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O Campeonato Mundial começa a produzir seus heróis. O do primeiro dia é um jogador de 30 anos, que só foi convocado graças ao título nacional (que garantia vaga direta ao vencedor) e que bebe coca cola entre os sets.

 

O bielorusso Vitaly Nekhvedovich, apenas o 415º colocado no ranking mundial venceu seus dois jogos contra mesatenistas russos bem mais bem situados na lista da ITTF: Alexei Smirnov, 29º, e Fedor Kuzmin, 47º e foi decisivo para a surpreendente vitória do seu país na primeira rodada.

 

A Bielorrússia começou marcando 2 a 0, com vitórias de Nekhvedovich e Vladimir Samsonov (o grande nome do time). Porém, os russos reagiram e empataram o confronto com Sergei Andrianov e Alexei Smirnov que surpreendeu e venceu Samsonov.

 

A derrota do quinto do mundo, para Smirnov, parecia ter afundado de vez as esperanças dos bielorrussos. A responsabilidade então caiu nos ombros de Nekhvedovich.

 

E a decisão não poderia ser mais emocionante. Tudo levava a crer que a Rússia reestabeleceria a "ordem" e venceria o último jogo entre Fedor Kuzmin e o "humilde" 415º do mundo. E o primeiro set reforçava essa tese: 11/5 Kuzmin.

 

Porém, um 14/12 no segundo set poderia reanimar Nekhvedovich. Mas Kuzmin voltou a vencer com um bom placar no terceiro set, 11/7, e só precisava de mais um para fechar o confronto.

 

Aí apareceu a estrela de Nekhvedovich. Ele abriu 5 a 0 e 6 a 1 no último set. Mas novamente o "óbvio" volta a ameaçar o triunfo dos bielorrusos. Kuzmin enconstou em 5 a 7.

 

A partir daí, Nekhvedovich carregou a força de todo um país e não deixou mais a vitória escapar e ganhou 4 dos últimos 6 pontos e fechou o jogo.

 

Naqueles segundos após o último ponto, ele provavelmente era o homem mais feliz do mundo. Já que recentemente ele, já com seus 30 anos, sequer era convocado para a seleção de seu país, sendo sempre preterido por jogadores mais novos. A ironia é que Nekhvedovich só garantiu sua ida ao Mundial, depois de ter sido campeão nacional pela quarta vez.

 

A última vez que Vladi (como é chamado) jogou pela equipe da Bielorrússia foi no Campeonato Europeu de 2002 e sabia que essa era a última chance em um Mundial.

 

Segundo o próprio, a vitória desta segunda, foi como ganhar o ouro olímpico. Pois, o natural é que a bielorrússia vença quando Samsonov vence seus jogos e perde quando ele tropeça. Mas não em Bremen, não na primeira rodada. O herói da vez foi Vitaly Nekhvedovich.

25/04/2006 - 14:47

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