Ricardo Faria projeta crescimento em intercâmbio dos Diamantes do Futuro na China
CBTM
Referência internacional, técnico português ressalta importância de viagem para os jovens talentos
Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 9/1/2015
Selecionados pelo programa Diamantes do Futuro, Diogo da Silva, Eduardo Tomoike, Gustavo Gerstmann e Rafael Torino – joias do tênis de mesa brasileiro – embarcaram na noite de quinta-feira (8) para um intercâmbio de 20 dias na China. À frente da delegação, um nome de muito respeito: Ricardo Faria, treinador português que está à frente desta iniciativa da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).
O técnico é uma referência internacional. No comando da seleção masculina de seu país, conseguiu o feito de tirá-la da 30ª posição do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) para colocá-la entre as cinco melhores do mundo. A experiência recente entre os adultos, no entanto, não tira sua empolgação por trabalhar com jovens promessas.
“Esse é um projeto muito importante para o tênis de mesa brasileiro. Ao longo do ano, selecionamos esses quatro jovens, que já possuem um bom nível técnico, tático, físico e socioafetivo. Eles têm, sobretudo, uma grande vontade de crescer e evoluir, o que é fundamental nessa idade”, afirmou.
Os atletas foram selecionados após serem aprovados em detecções de talentos promovidas pela CBTM e terem passado por períodos de treinamento liderados por Faria. Durante todo o processo, os treinadores dos participantes também acompanharam as atividades.
“Ficamos muito satisfeitos quando vimos o amadurecimento técnico dos atletas, assim como dos treinadores”, disse o português.
Na China, a delegação brasileira ficará por 20 dias no Shandong Luneng, clube que pertence à estatal de energia State-Grid, parceira da CBTM. Lá, experimentará a rotina local de treinamentos e passará por diversos momentos de trocas de experiência, com técnicos e atletas chineses.
“Hoje, os chineses são os melhores do mundo em termos de formação de atletas. Logo, penso que os atletas terão muito a aprender. Quanto mais cedo se proporciona essa experiência, mas terreno se ganha em relação à evolução de cada jogador”, avaliou Faria.
Segundo o português, experimentar uma nova cultura durante um longo período também pode ser decisivo para a formação do atleta.
“Não é fácil para eles estar em um país tão distante, com uma cultura – alimentação, hábitos, formas de trabalhar – muito diferente da sua, treinando diariamente muito forte, longe de familiares e amigos. Veremos como cada um reagirá e o que se aprenderá”, explicou.
Faria destacou ainda o nível dos atletas selecionados e projetou um futuro vencedor para eles.
“Eles têm tudo pela frente. São jovens e querem ir longe. Ir à China tão novos já é um bom começo nas suas carreiras internacionais. Temos de parabenizar a CBTM por proporcionar essa oportunidade de se tornarem melhores jogadores e pessoas. Tiro o chapéu”, concluiu.
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
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